Bifurco-me em versos a buscar arrimos de muros

invisíveis e desnecessários,

pois meus olhos percebem a fuga

e minha pélvis o pulsar do companheiro.


O amor é isso.

Pronto sempre para esculpir a hora

Inexistente no relógio.

 

Torno-me gasosa e chego a me arrepender

de estar fazendo versos ao invés do jantar.

Entre azeitonas e cerveja faço um pacto com o instante:

- Agora escrevo, depois cozinho.

                                          (04/03/1986)

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