T
U D O V O L T A
Tudo
volta nos enlevos de um encontro amoroso
e
não sei se presente ou passado.
Tudo
espuma na aspereza do meu sono,
se
futuro em paredes novas de alumínio,
espelho
de um momento presente ou passado,
não
importa, tudo volta nos repentes do meu cérebro
desperto
ou dormindo, já não sei.
Tudo
volta no betume do meu ser.
Beijos,
abraços, contratos, contatos,
se
é noite ou é dia, já não sei, tudo volta.
Tudo
volta nas sombras amarelas projetadas
no
chão do meu quarto. Quantos! Tantos quartos!
Tantas
e quantas casas, ruas e cidades
confluem
no meu presente passado, já não sei.
Tudo
volta no futuro pretérito do amanhã.
Pessoas
tantas e quantas mansas pessoas
visitaram
(visitam?) as salas do meu viver,
já
não sei, se todas passam (passaram?)
no
futuro presente do desabrochar das minhas rosas.
Tudo
volta serpenteando, enovelando, espiralando
as
metáforas abertas nos limites das minhas mãos.
Se
sonhos verdes ou perfumes brancos, comédias de antes
ou
jogos de cama e mesa,
passado
negado
ou
futuro procurado, já não sei.
Tudo
volta!
Tudo
passa, tudo espaça, tudo se esquadra
numa
folha de papel sulfite.
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