Vai

 

Um sonho acorda meu bem amado

e a relva bebe o leite

dos seios da madrugada.

 

Pisa leve no orvalho,

 os cravos a ele curvam

um doce perfume

despertado pelo dia.

 

Meu amado vai em busca

de um cajado cor de mel

que um pastor muito velho

largou no caminho.

 

Meigo enlace do tempo

disputa com meu amado

o coração de uma estrela

que distante foi ficando.

 

Mas, há uma brisa passando,

serena e livre,

a envolver meu amado

nos seus beijos.

                                          (1986)

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