LOBO DE
BARRO
Em transe
José molda o barro.
Agilmente
nasce de suas mãos um lobo
assustador,
devorador.
Não
contente desmancha, amassa,
luta para
dar outra forma.
Não aceita
José o lobo que fez.
Alisa, sua,
não ouve.
José quer
um gato.
Puxa os
olhos, diminui as orelhas,
Retira o
barro da bocarra.
Consegue
José um gato.
Meio lobo,
mas gato.
Felino como
José.
(06/02/1985)
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