DORES DE 64

 

Jaz, jasmins, jardins.

Não creio em nada.

Somente no meu coração

Que é uma janela a sangrar

Dores de 64.

 

Não há jardins prontos.

Não existem moradias seguras.

 

Minha alma saiu,

Foi dar uma volta

Na periferia do amor.

 

Minha alma abandona-me.

 

Não! Não creio em nada.

Não há colorido na chuva.

 

Gemer, germe, genes.

Satã abre as portas do céu

E descobre as máscaras da dor.

 

A morte é somente semente

A semear

 Sêmens.

 

Minha alma que sofre dores de 64!

                                                    (1983)

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