LIA
Lia
é meu nome.
Não
sei nada sobre mim.
Estou
chegando do fundo do oceano.
Sinto
forte como o arado a sulcar a terra.
Sinto
apenas.
Não
é a primeira vez (talvez) que venho cá.
Pressinto
nova vida com ações em gestação .
Percorro
as ruas e reconheço os aliados.
Meu
tempo de vida será curto.
Suficiente
para viver um história.
Zezé
morreu numa tarde de sábado,
afogada
em brindes de versos à musa.
A
musa do seu coração morava,
sem
anexos, nos detalhes do cotidiano.
Lia
não tem musa, recria-se, sem versos.
(2/02/1986)
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