BRINDE
Jatos
sanguíneos atravessam minhas veias,
As
folhas das árvores incandescem à luz do luar.
Rodo
os braços no âmago da questão.
Não
há mais brechas. Os caminhos são amplos.
Os
poetas acordam, espreguiçam-se e saem do papel.
A
hora é um cálice cheio de surpresas.
Brindemos
à hora.
O amor é feito de purpurina azul.
(Dezembro 1984)
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