DISPONIBILIDADE DE TEMPO
O bar esvaziou mais cedo naquela noite.
Na cara de todos o tédio.
Crise!
Nem vontade de beijar as bocas
que se roçavam umas às outras,
por hábito, em hálitos de cerveja.
Palavras ditas pela metade,
olhares entrecruzavam sem curiosidade,
copos enchidos mecanicamente,
mais um cigarro aceso.
Nenhuma procura.
Tudo tão conhecido, tão lógico e pacato.
O tempo só passava nos relógios.
Madrugada... e um calor que não arredava
pé.
Del Rey Bar estava assim naquela noite.
(Dezembro de 1983)
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