E S T A M P A

 

Sai o silêncio do seu sono

e espera as longas horas

voltarem ao quarto do homem.

 

Irrompes atrás do murmúrio

das vozes das crianças.

Se festa ou morte –

silêncio que grita.

 

Pudesse livrar-te da tristeza,

pudesse livrar-te do silêncio,

violentaria o tempo lerdo

 

e seria amor que não acaba.

Silêncio no teu corpo de homem –

muralha de luto.

 

És homem e lua,

tão longe, tão próximo.

                           (1985)

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