L I B E R D A D E
Não
sou fiel a nada.
Nem
a mim mesma.
Desconheço
os caminhos
dos
prazeres de cimento.
Quero
a liberdade de ser louca,
não
cumprir a palavra dada,
de
escrever versos ao acaso
e
esquecer dos aniversários,
de
ficar alheia à turba
e
me desconcentrar da realidade.
Liberdade
para fazer as malas e viajar
e
só voltar quando quiser.
De
ficar a contemplar indefinidamente
as
flores da minha janela.
Liberdade
para sair do meu corpo
a
qualquer hora, planar nas alturas,
visitar
os mistérios e retornar nova
a
todo instante que se fizer premente.
Conversar
com meu espelho
e
descobrir as faces das várias mortes.
Não
acreditar, nem desacreditar, só experimentar.
Liberdade
para ver se concretizarem as falas
dos
fantoches na impressão imóvel do tempo
e
num crescente de abstrações voltar à terra
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