Noturna
Conversas
na noite,
palavras
cuidadas
no
aconchego da sala.
Separação
dos corpos,
parada
do tempo,
extinção
do amor.
Ausências
presentes,
nos
braços das cadeiras,
no
cabide do canto.
Controle
dos gestos,
esquecimentos
estranhos,
memórias
do passado.
Tela
da vida, revivida no agora,
tentando
explicar-se.
Glória
humana!
Força
desnecessária,
igualdade
pura.
No
aconchego da sala
a
poesia finda
no
tapete verde.
(05/01/1986)
Nenhum comentário:
Postar um comentário