O meu amor não pensa.

Transgride, brinca, troca,

usa calças, às vezes saias,

às vezes ensaia discretamente

o próximo passo, porém não deixa

que minha mente saiba os passos

da próxima dança e, assim, ele vibra,

rima e prima por ser sempre novo.

                               (27/07/1986)

 

Não conheço o meu amor.

Nada espero do meu amor.

Nada quero do meu amor.

Nada, nada, nada o meu amor.

Tudo acontece com o meu amor.

 

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