CHINÊS

 

Ariana de FOGO

do ano da Serpente.

Que sina a minha!

 

Vou de cabeça

e sou sedutora.

Vivo por um triz.

 

Faço e desfaço

e quase que acabo

no fundo do buraco.

 

Se encontro um cavalo

no meio do caminho

até dou uma parada.

 

No cachorro faço um afago,

mas com o galo

Ui, ui, ui!

 

Se é um cabra troco uns versos

desde que não seja

um da peste.

 

O búfalo há que se respeitar,

pois com peso pesado

não se brinca.

 

O macaco é espertinho,

a serpente para enrolá-lo

precisa de muito jeitinho.

 

O gato, que bonito!

Mas nossas peles

não se combinam.

 

O tigre, nunca mais,

casei-me com um

e quase perdi meus guizos.

 

Outra serpente no meu ninho?

Não! Só se for de visita

pelo Natal e Ano Novo.

 

O dragão, parente amigo,

como a serpente,

adora virar-se em bambolê.

 

O rato não entende nada

da preguiça da rapariga.

Acha-a uma indecisa.

 

O porco, tão fofinho!

Mas muito devagar

para a cabeça da serpente.

 

(Mas, eu quero mesmo é o Avestruz).

                               (06/03/1986)

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