MONÓLOGO
Não morrerei agora Morte.
Não insista em me
levar,
pois já não preciso de
ti
e não vou mais te
chamar.
Portanto, agora não
morrerei.
Não, não me leve agora,
mudarei meu destino
e meu coração não
explodirá,
minhas veias voltarão a
funcionar.
Meu rosto brilhará como nunca.
Não, não me leve já
porque tenho muito amor
e uma enorme estrela
a renascer no meu ventre.
Não! Não!
Não se apodere da
matéria.
Este corpo é meu
e meu o comando.
Vá-se embora
às profundezas
cinzentas.
Não! Agora não me
levarás,
dentro do meu sol
há outro sol
que esquenta e derrete
teu punhal.
minha pele respira
os perfumes e suores
das batalhas do mundo,
que é como é.
Aqui ficarei
entregue e entrelaçada
à outras vidas sementes
e um grito vibrará no espaço.
Não! Não me leve agora.
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