Tempo grosseiro
dos infelizes,
faceiro dos namorados,
incólume, dos deuses!
Tempo!
Maravilha invisível
de Luas e Marias,
escorpiões e salamandras,
pendurados nos varais.
Tempo Maior!
De Pedros e sacis
deitados ao sol.
Minha face cansada,
meus braços vazios
de santos e profetas
anulam o tempo,
com o coração desperto
nos limites do dia,
nos entremeios das pausas.
1986
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