Jaime, aquele rapaz bronzeado,
Surfista, desencanado, maluco,
Que gosta de prosa mas é poeta,
Das ruas, dos bêbados, das luas.
Aquele que some e destoa,
Assusta, escracha, ama o mundo,
Fala do amor que poucos entendem,
Das religações, dos roteiros
sem nomes,
Dos amigos das esquinas,
Dos homens sem rotas.
Tem mil nomes, mil faces, mil
artes,
Mas translúcidas são suas máscaras.
Jaime, aquele salva-vidas,
Que quando dobra as esquinas
Não se lembra mais para onde ia
Porque agora já mudou a rima
E o rumo em que ia virou melodia.
Tem mil nomes, mil faces, mil
artes,
Mas translúcidas são suas máscaras.
Onde estará Jaime?
Cuidando de uma criança suja, esquecida,
Ou mergulhando atrás das estrelas do mar?
Ou ambas as coisas?
Tem mil nomes, mil faces, mil artes,
Mas translúcidas são suas máscaras.
Dez. 2000
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