Cantiga de amigo

                       (Para Rose)


Rose é meiga,

como poucas mulheres podem ser.

 

É uma amiga doce, que logo percebi.

Incomoda-se com meus gestos bruscos,

com o desandar das frases, dos ritos.

 

Rose é meiga,

como poucas mulheres podem ser.

 

Chegou no Trem e permaneceu.

Tem o dom da permanência,

da solidariedade do amor.

Tranquilidade nas palavras, consciência da finitude.

 

Rose é meiga,

como poucas mulheres podem ser.

 

Seus passos são de garça,

seu rosto de menina transmite luz.

Suas mãos foram feitas para o afago

nas crianças que nasceram tão sós.

 

Rose é meiga,

como poucas mulheres podem ser.

                                           Dez. 2000

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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