ARRUMAÇÃO
Estou a limpar meu caminho,
varro a casa, arrumo gavetas,
jogo fora o inútil
e tiro o pó dos meus olhos.
Estou a ajeitar a minha vida,
desato os nós, cuido dos dias,
trabalho nos meus versos.
concluo minhas mortes.
Fico assim sem nada esperar.
Agora sei que tudo muda,
que os espaços abertos serão ocupados
na hora certa.
Presenças virão em paz
como um beijo na criança a dormir.
27/06/1986
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