PAUSA

 

Às vezes os sentimentos se apequenam

e os versos são poucos,

o coração aperta

e sobrevêm enorme cansaço.

 

Nesses momentos não sou nada,

não tenho poder nem desejos.

Somente o aperto

e a entrega.

 

Quando assim cansada

lembro-me do amor,

sinto-o tão longe

que fico desapegada.

 

Peça em meio às outras,

nem contente nem descontente,

vazia de mim mesma

fico.

 

No vazio esvaziada

esparramo-me indolente

ao sol na janela

e me sinto revigorada.

                             27/06/1986

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lua Rouxinol

        1999 Adaptação para teatro do livro “Capitães da Areia” escrito por Jorge Amado (1912 -     ), Editora Record, 64 a edição, Rio de...