Sou desmanchada,

sem nada.

Qualquer coisa...

 

Qualquer coisa...

Vento afobado,

sem paragens

na estrada.

 

Sinto o presente

leve na esquina,

sou extensão

de esperas infindas.

 

Coisas esmaecidas

nas colunas do rio

movem meus passos

nas malhas do tempo.

 

Qualquer....

Qualquer coisa...

estremece no céu

ao mirar-me nas águas.


                                    30/07/1987

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lua Rouxinol

        1999 Adaptação para teatro do livro “Capitães da Areia” escrito por Jorge Amado (1912 -     ), Editora Record, 64 a edição, Rio de...