DESESPERO
Desespero do poeta.
A brecha aberta de repente
engole o poeta.
Cai a onipotência do poeta
quando na transparência das palavras
encontra somente estruturas.
Cala-se o poeta
quando tropeça sem procura
na quebra da estrutura.
Sem palavras
morre
O poeta.
03/07/1986
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