Nenhum momento há que eu não
conserve,
nenhum espelho nunca
quebrado,
nenhum receio já não
desfeito
e ainda sempre estranho o
verso
e ainda sempre explode o
verbo
e ainda sempre volto a zero
e ainda sempre espanto o
medo
como se nunca eu estivera
aqui!
Ainda nunca ouvi seu nome,
ainda nunca vi seu corpo,
ainda nunca conheci seu
rosto
e sempre o tive em mim!
1986/87
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