F E S T A

 

Se não há razão para festejar,

se não há razão para cantar,

se não há razão para continuar,

há, sim, a ilusão do amor.

 

Tudo deverá estar em ordem

para a chegada do grande ilusionista

de fraque, cartola e varinha na mão,

frasqueira de prata e cravo no coração.

 

A festa cheira à despedida,

à champanhe e aguardente,

à quimeras e aventuras.

Será longa e dolorida.

 

Mas a festa trará surpresas maiores

do que a vida e a morte de dois amantes:


seres totalmente diferenciados,

todas as cores que se possa imaginar

e os sabores.


 Os vinhos todos para se tomar,

 os cheiros,

 as texturas, os sons


e os beijos roubados.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lua Rouxinol

        1999 Adaptação para teatro do livro “Capitães da Areia” escrito por Jorge Amado (1912 -     ), Editora Record, 64 a edição, Rio de...