D I V A G A Ç Õ E S

 

Minha trajetória desconhece limites,

Rompe o espaço com os poros abertos

e retinas vidradas tal qual os cristais

salinos da salinidade do meu país.


Afundo meu corpo em brancas areias

e não encontro obstáculos a abalarem

minha estrutura  de gel verdes.

                                              

Vejo os flancos da paixão.

Saio dos sonhos da humanidade,                                                                   

silencio as artes do amanhecer.


Durmo e acordo fazendo amor

como se todas as manhã fossem de paz.

Pacata e imutável! Como se fora!

                                             1986/87


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lua Rouxinol

        1999 Adaptação para teatro do livro “Capitães da Areia” escrito por Jorge Amado (1912 -     ), Editora Record, 64 a edição, Rio de...