T E R N U R A

 

Ternura na manhã tênue

de fim de outono nublado.

O sol descansa para o meu gozo

e, alheio à minha vontade – o dia.

 

Alheia estou aos meus desejos

neste final dia de outono

que nada mais existe além da tênue ternura

alojada no meu ser.

 

O meu ser é este dia

nublado no qual descansa o sol

sua tênue ternura outonal.


1987

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lua Rouxinol

        1999 Adaptação para teatro do livro “Capitães da Areia” escrito por Jorge Amado (1912 -     ), Editora Record, 64 a edição, Rio de...