M AR A L T O

 

No mar alto

o verbo escoa

congela o tempo.

 

O plantador de cravos

no mar alto

entrega seu rosto

à luz do instante.

 

No mar alto

vaga o leme

escurece a tarde.

 

No mar alto

a esmo o barco

recebe a noite.

 

O plantador de cravos

no céu e no mar

abandonado canta.

 

No mar alto

no baixo céu

desliza o barco.

1986/87

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